Entrada > Notícias > Family Film Project
Publicado em: 23 Setembro 2026

Family Film Project

De 12 a 17 de outubro realiza-se a 15.º edição do Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia.

O Family Film Project – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia está de volta ao Porto entre os dias 12 e 17 de outubro de 2026, entre os espaços do Batalha Centro de Cinema, Casa Comum, Rampa, Instituto, Aro Estúdio e Passos Manuel.

Mantendo-se fiel aos seus territórios fundamentais — o arquivo, a memória e a etnografia—, o festival continua a explorar formas marginais da criação cinematográfica que se colocam na fronteira entre o público e o privado, entre o global e o local, e entre o documental e o performativo, transcendendo a arqueologia das imagens para confrontar as tensões críticas da contemporaneidade.

O grande destaque da programação de 2026 é o foco dedicado ao cineasta americano Alan Berliner, figura incontornável do documentário contemporâneo e mestre na construção de relatos autobiográficos através de uma montagem minuciosa de materiais de arquivo e home movies. Ao longo de sete sessões de cinema, o festival percorre a sua vasta obra multipremiada, desde títulos seminais como The Family Album (1986), Intimate Stranger (1991) e Nobody’s Business (1996), até à sua produção mais recente, BENITA (2025). A presença de Berliner no Porto será ainda marcada por uma masterclass do cineasta, uma conversa conduzida pelo investigador Efrén Cuevas e a inauguração de uma videoinstalação na Rampa.

A 15.ª edição conta também com outros convidados de relevo internacional. A realizadora portuguesa Susana de Sousa Dias apresenta o filme Fordlandia Malaise e uma masterclass intitulada Nos limites do visível e do audível, onde reflete sobre a interrogação de arquivos de poder. A investigadora e cineasta Alisa Lebow traz o filme Treyf (1998) e uma masterclass focada no “efeito de arquivo” no cinema de primeira pessoa. Por sua vez, Efrén Cuevas oferece uma reflexão teórica sobre as práticas contemporâneas de apropriação de filmes domésticos.

As sessões da secção competitiva mantêm a sua estrutura habitual, organizadas em torno de zonas temáticas: Vidas e Lugares (com enfoque em habitats e biografias), Memória e Arquivo (dedicada à apropriação poética de testemunhos) e Ligações (focada em dinâmicas interpessoais). Ainda na secção competitiva, inclui-se também uma sessão dedicada à Ficção & Animação e uma nova secção intitulada Fotografia em Movimento.

No cruzamento entre o cinema e outras artes, o ciclo performativo Private Collection regressa à Casa Comum com propostas de Tânia Dinis (Antes do Fogo), do duo polaco Agnieszka Janasik e Artur Janasik (Shadow Control — Duetas Kisanaj) e de Rossana Mendes Fonseca & Diogo Alves Pinto (Dusty Blues, Flashes of White). A vertente expositiva do festival expande-se com a instalação C[ode de Peter Freund, que reconcetualiza a imagem de arquivo face à materialidade digital, e ainda uma exposição de Clara Cápua.

Dedicado também à formação dos mais novos, o festival promove a oficina infantil Projeções Imperfeitas, dirigida por Tânia Dinis, onde as crianças exploram o cinema analógico e a manipulação de películas. A programação completa-se com o lançamento de um novo livro editado por Filipe Martins e os habituais momentos de convívio nos Meeting Points e na festa After Hours no Passos Manuel.

programa completo

Combined Shape

Navigation